Para manter a gengiva e os dentes saudáveis, não basta caprichar na higiene da boca. É essencial olhar para os ingredientes que compõem seu cardápio

Foi-se o tempo em que a relação entre a boca e a alimentação se resumia àquele conselho de maneirar no açúcar. Nos últimos anos, os cuidados e as pesquisas não se concentram só nesse ingrediente nem ficam restritos à cárie. Outro problema bucal vem despertando ainda mais preocupação dos especialistas: a gengivite e a periodontite, um processo inflamatório que afeta as estruturas que dão sustentação aos dentes e, se não for controlado, pode culminar em desfalques no sorriso, sem falar em repercussões em outros cantos do corpo. Mais recentemente, cientistas perceberam que, além da higiene e do tratamento com o dentista, um aliado contra essa devastação é o cardápio.

O elo entre o que se come e a arcada dentária não é novo. Lá no final do século 18, quando os estudos médicos ainda engatinhavam, foi demonstrado que as frutas cítricas combatiam o escorbuto, doença marcada por lesões gengivais. Ao observar o cardápio habitual de marinheiros ingleses, repleto de carnes salgadas, bolachas duras, bebidas alcoólicas e outros itens não perecíveis, o cirurgião James Lind (1716-1794) resolveu oferecer limão e laranja à tripulação, e notou, mais tarde, a recuperação de seus homens. A partir dos resultados, os frutos — que depois virariam as fontes icônicas de vitamina C — conquistaram espaço privilegiado dentro das embarcações.

Passados tantos anos, a tese de Lind segue fortalecida por outras evidências. Em uma revisão publicada no periódico Nutrition Reviews em cima de 15 pesquisas conduzidas em seis países, os estudiosos comprovaram que baixos níveis de vitamina C no sangue estão por trás de episódios de sangramento nas gengivas. O ajuste na ingestão do nutriente, por sua vez, ajuda a sanar a encrenca. Além dos cítricos, mamão papaia, goiaba, acerola, couve-manteiga, brócolis, pimentão e caju são excelentes redutos.

O impacto da alimentação para os lados da boca não se restringe à vitamina C. Cientistas britânicos assinam um novo estudo que esmiuçou a dieta de mais de 10 mil pessoas e concluiu que preencher as refeições com hortaliças, frutas, leguminosas, pescados, grãos integrais e água favorece a integridade das estruturas que envolvem a dentição. Ao avaliarem os dados dos pacientes, eles observaram que esse padrão alimentar está atrelado a uma menor extensão da doença periodontal.

A nutricionista Bianca Naves, da clínica NutriOffice, na capital paulista, examinou a publicação e destaca a atuação de vitaminas, sais minerais e demais compostos bioativos abundantes nos ingredientes listados no estudo. “Como a periodontite é uma condição inflamatória, com aumento de radicais livres, uma possível hipótese para os achados é o poder antioxidante vindo dos vegetais”, diz. “Mas, como se trata de uma análise transversal, ou seja, que não estabelece causa e consequência, mais pesquisas são necessárias”, pondera.

Tem açúcar no laboratório

Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a professora de odontologia Cecília Cláudia Ribeiro também anda investigando a relação entre a dieta e a saúde bucal. E, assim como o limão das experiências do doutor Lind, outro velho conhecido tem dado as caras. O açúcar ressurge, mas com nova roupagem e atribuições que vão além da cárie. Se historicamente balas, doces e outras guloseimas são acusados de contribuir para buracos no esmalte dentário, agora há a comprovação de que extrapolar em refrigerantes, sucos de caixinha, achocolatados, entre outras bebidas, colabora para o desenvolvimento de gengivite e periodontite.

Não faltam indícios de que tais excessos disparam processos inflamatórios sistêmicos — ou seja, que causam impacto em vasos, tecidos e órgãos distribuídos por todo o corpo. “O abuso de alimentos ultraprocessados, ricos em carboidratos refinados, gorduras saturadas e trans, aparece em muitos trabalhos pela relação com o aumento do risco de doenças crônicas”, aponta Cecília.

Renato Casarin, professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, também tem deparado com comida açucarada em suas pesquisas. “Embora certos ingredientes tenham maior participação, é o padrão alimentar que contribui para os prejuízos”, ressalta. Em resumo, assim como não dá para eleger apenas um vilão, não é possível apostar em um único mocinho.

O professor conta que já observou, em laboratório, excelentes resultados com o resveratrol — substância extraída da casca da uva —, mas, obviamente, pouco adianta apreciar um copo de suco integral junto de um hambúrguer enorme e uma porção extra de batata frita, com sorvete de sobremesa. “A sinergia entre os nutrientes é determinante”, frisa Casarin. Variedade e equilíbrio são sempre bem-vindos. Para exibir um sorriso impecável, com dentes brancos, gengivas saudáveis e hálito puro, além de visitar a gôndola de produtos de higiene bucal na próxima ida ao supermercado, vale gastar maior tempo na seção de hortifrúti.

Entre os achados da professora Cecília, notou-se uma associação entre o consumo de bebidas ricas em açúcar com a periodontite e a hipertensão ao final da gestação. “São males que aumentam o risco de parto prematuro”, alerta. Por causa dessa ligação perigosa, dentistas e médicos não cansam de reforçar a importância dos cuidados com a saúde bucal e o maior zelo com o que vai ao prato e ao copo durante a gravidez.

“Além de comprometer as estruturas que sustentam os dentes, a periodontite pode ter impacto em outras partes do organismo”, comenta a cirurgiã-dentista Elaine Escobar, membro da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp). Isso porque tanto bactérias quanto substâncias inflamatórias que acometem as gengivas conseguem viajar pela corrente sanguínea. Para ter ideia, há fortes indícios de que a doença periodontal esteja vinculada a problemas cardiovasculares.

Não é preciso ser radical à mesa e banir os doces, mas o comedimento é recomendado em todas as etapas da vida. Outra sugestão é saber identificar os açúcares ocultos nos produtos. Olho vivo nos rótulos para palavrinhas mágicas como sacarose, glicose e, especialmente, frutose. Essa última tem se tornado popular e, infelizmente, desponta em meio a imbróglios. “Não se deve confundir a frutose proveniente de frutas com a dos produtos industrializados”, avisa a nutricionista Helena Sampaio, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), que é parceira de pesquisas do professor Renato Casarin na Unicamp.

Quimicamente falando, a frutose é um monossacarídeo com alto poder adoçante. Por isso, a indústria virou fã. “É encontrada em xaropes de milho, refrigerantes, sucos, molhos prontos, bolos, cereais matinais, entre outros itens processados, e em grandes quantidades”, sinaliza a nutricionista Renata Juliana da Silva, coordenadora do curso Nutrição e Dietética Integrado ao Ensino Médio — Etec Uirapuru. Já nos vegetais, a frutose vem em porções bem inferiores e ligada a compostos benéficos, caso de fibras e substâncias antioxidantes, numa combinação vantajosa. Daí a importância do contexto alimentar. “Integrados, os nutrientes têm capacidade de alterar a absorção e os efeitos uns dos outros”, explica a dentista e nutricionista Roberta Reis, que também está no time de Casarin.

Para o trabalho da Unicamp, foi avaliado o potencial de inflamação do cardápio de 57 voluntários — todos tiveram a boca examinada. “Identificamos uma associação entre o índice inflamatório da dieta e a saúde periodontal”, relata Roberta. Segundo a pesquisadora, sorvetes, salgadinhos, biscoitos recheados, massas para bolos, torresmo, bacon, carnes processadas e embutidos são exemplos que constam nesse padrão desequilibrado. Além de oferecer açúcares, ele esbanja gorduras saturadas e trans.

Todos esses ingredientes propiciam o aumento de marcadores que denunciam encrencas, como o fator de necrose tumoral-a (TNF-a), proteína C-reativa, interleucina-6, entre outros. “Eles se apresentam na literatura científica como agentes da destruição dos tecidos de suporte dental, o que reforça uma correlação existente com as condições periodontais”, diz a cientista da Unicamp.

Abaixo a inflamação

Na contramão, temos os compostos anti-inflamatórios, caso das gorduras poli-insaturadas, sobretudo o ômega-3. O dentista Emmanuel Albuquerque de Souza, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), revela que o nutriente atua na intensidade e na duração das inflamações. O pesquisador explica que a primeira fase do processo inflamatório é uma resposta de defesa contra infecções microbianas, marcada pela liberação de citocinas. Já na etapa final, chamada de resolução, entram em cena as resolvinas, maresinas e protectinas, substâncias produzidas no nosso corpo e derivadas do ômega-3. “É fundamental que esse ciclo seja concluído para que a maior parte dos tecidos seja preservada”, explica.

No Forsyth Institute, afiliado à Harvard School of Dental Medicine, nos Estados Unidos, Souza observou, em culturas de células, que tais substâncias contribuem para a recuperação de estruturas danificadas pela periodontite. “Elas estimulam células-tronco do ligamento periodontal”, diz. Apostar em peixes como sardinha, atum, salmão, além de linhaça e chia, é uma maneira saborosa de garantir essas preciosidades no dia a dia. Já a suplementação fica a critério profissional.

Ressalte-se ainda a importância do equilíbrio entre os ômegas 3 e 6. “O ômega-6 é fundamental ao sistema de defesa e também atua na conclusão do ciclo inflamatório”, afirma Souza. Entretanto, o excesso pode gerar um desbalanço, algo que é nocivo. Portanto, nada de exagerar nas doses de óleos vegetais, como canola, milho e soja. Também se indica parcimônia com a maionese e a margarina. As oleaginosas, embora carreguem antioxidantes, são outro exemplo de fontes desses ácidos graxos. O limite precisa ser respeitado.

Até a microbiota intestinal, cujo comportamento reflete muito da alimentação, tem a ver com esse roteiro. “É cada vez mais relevante o papel dela no contexto das inflamações, incluindo gengivites e periodontites”, diz o pesquisador da USP. Existem indícios de que a disbiose — desequilíbrio com maior concentração de bactérias patogênicas em relação às protetoras — pode incrementar a produção daquelas substâncias inflamatórias, capazes de viajar através da circulação.

Para promover a harmonia desse ecossistema, cientistas ensinam alguns macetes. Um destaque envolve os chamados prebióticos. São fibras especiais que servem de alimento para a população bacteriana parceira que habita o intestino. Entre os mais estudados estão os fruto-oligossacarídeos (FOS), encontrados, por exemplo, na aveia, na chicória, na alcachofra, no aspargo, nas cebolas e no alho. O cardápio deve contemplar ainda os probióticos, em especial a dupla Bifidobacterium e Lactobacillus, que marca presença em iogurtes, leites fermentados, kefir e kombucha.

Ambiente harmonioso

Assim como a flora intestinal, a microbiota da boca requer zelo. A dentista Elaine Escobar sublinha o papel dos sempre citados cuidados de higiene. “Só precisamos lembrar que o uso indiscriminado de colutórios, os populares enxaguantes, pode trazer desequilíbrios aí”, alerta Souza. Esses produtos devem ser utilizados por um período determinado e sob a orientação do dentista.

Basicamente, recomenda-se a escovação, no mínimo, três vezes ao longo do dia, com um creme dental que concentre pelo menos 1 100 partes por milhão (1 100 ppm) de flúor — isso tem de constar na embalagem. E um aviso: muito cuidado com o lado de trás dos dentes da frente, que tendem a formar mais placas e acumular tártaro. O cirurgião-dentista Camillo Anauate Netto, do Crosp, prescreve ainda o uso de fio dental e das chamadas escovas interdentais. “Eles alcançam espaços entre os dentes e ajudam a remover restos alimentares”, justifica. Dar um trato na língua, com ajuda de raspadores próprios, é outra medida bem-vinda.

Já que o assunto são as bactérias da boca, o excesso de comida ultraprocessada volta a dar o ar da (des)graça. A dieta não saudável interfere de maneira negativa no biofilme dentário — que é como os experts chamam a placa —, contribuindo para a disbiose e, no lastro dela, infecções. Nutricionista e dentista, Roberta Reis conta que, na doença periodontal, há uma seleção de bactérias capazes de proliferar em áreas de inflamação crônica.

“Já nas cáries predominam aquelas que utilizam carboidratos como fonte de energia”, explica. Pois é, parte dos micróbios que moram na boca curte um docinho. Essa turma fermenta o açúcar, que se transforma em um composto ácido e altamente corrosivo, ocasionando a desmineralização dos dentes. Mais fracos, eles ficam suscetíveis aos ataques de outras bactérias e podem acabar cariados. O clássico elo é discutido em um artigo recém-publicado no periódico International Journal of Paediatric Dentistry. “Esse estudo, feito com 4 111 crianças entre 4 e 7 anos de idade, reforça a associação entre uma dieta rica em açúcar e amido com a incidência de cárie dentária”, descreve a professora Renata Juliana.

Alimentos ácidos também carregam a fama de serem nocivos ao esmalte. “Visto que frutas cítricas jamais devem ser banidas do menu, a sugestão é consumi-las junto de itens que induzam a produção de saliva, além de optar pelo uso de canudos ao tomar sucos naturais”, orienta a nutricionista Bianca Naves. Após a ingestão de cítricos e afins, o conselho é fazer bochechos com água e usar fio dental. Pelo bem do esmalte, só depois de algum tempo é que a escova deve entrar em ação.

Para incrementar a produção de saliva, o melhor a fazer é não bobear com a hidratação. Quanto mais água, melhor — sem contar que todo organismo sai ganhando com a boa oferta de H2O. Netto sugere ainda degustar um pedaço de queijo branco para equilibrar o pH da boca. Aliás, Bianca faz questão de salientar que o cálcio presente nos laticínios magros, aliado à vitamina D, é indispensável no dia a dia. “Ele garante o desenvolvimento adequado do esqueleto e a manutenção da massa óssea, o que influencia na qualidade dos dentes”, descreve. “Inclusive, estudos sugerem que a baixa ingestão do mineral resulta em doença periodontal mais grave”, completa.

Saindo do reino da nutrição, quem quer cuidar dos dentes precisa tentar atenuar o estresse no cotidiano. O nervosismo constante aumenta a chance de entrar para o time dos chamados “apertadores bucais”. São as pessoas que cerram os dentes em momentos de tensão, o que pode levar a uma sobrecarga das articulações, impactando as gengivas e a reabsorção óssea. Não bastasse, há o risco de redução na produção da saliva, abrindo brechas para a desmineralização dentária. Por isso, relaxe, capriche na higienização dental e monte um belo prato. O sorriso vem fácil — e sem defeitos.

O ponto de partida

A higiene bucal é a primeira medida para afastar doenças:

Escovação
Deve ser feita, no mínimo, três vezes ao dia, com uma escova de cerdas macias. Atenção a todos os lados de cada um dos dentes.

Fio dental
Após a escovação, indica-se passar o fio. O acessório é indispensável, pois alcança regiões que as cerdas da escova não atingem.

Raspagem
Higienizar a língua colabora para o equilíbrio da microbiota da boca. Os raspadores auxiliam no processo.

Enxaguante
Produtos específicos costumam ser prescritos pelo dentista para tratar certas doenças bucais. Siga as instruções de uso.

Combinação inflamatória

Extrapolar em certos ingredientes pode fazer mal à boca:

Gordura trans
Salgadinhos, biscoitos recheados e bolinhos prontos estão entre os fornecedores dessa substância de péssima fama.

Gordura saturada
Até deve entrar na dieta, mas com parcimônia. Carne vermelha, óleo de coco, manteiga e queijos gordos são fontes.

Açúcar
Um tiquinho de doce não é de todo mal, mas o excesso de refris, sucos prontos e cereais matinais tem sido ligado a doenças crônicas.

Ômega-6
É bem-vindo à imunidade. O problema é o abuso. Maneire em óleos vegetais, margarina e maionese industrializada.

Álcool
Não importa o tipo de bebida, a moderação é crucial para blindar todo o organismo e livrá-lo de inflamações e outros males.

Sinergia protetora

Algumas substâncias atuam contra inflamações:

Ômega-3
É louvado pela ação anti-inflamatória. Pescados como sardinha, atum e salmão, além de chia e linhaça, são redutos do nutriente.

Resveratrol
Esse potente antioxidante está em frutas como a uva escura e o mirtilo. O amendoim é outra fonte, mas requer comedimento.

Vitamina C
Goiaba, mamão, caju, acerola, couve, além das cítricas laranja e mexerica, esbanjam a vitamina amiga das nossas defesas.

Flavonoides
Esse grande grupo é aclamado pelos efeitos protetores. Uma dica é incrementar os pratos com alho, cúrcuma e gengibre.

Fibras
Não bastasse dar aquela força ao trânsito intestinal, contam pontos na imunidade. Aveia, aspargo e couve são excelentes opções.

Adoçante: uma boa pedida?

Tudo indica que as Streptococcus mutans, as principais bactérias responsáveis pela cárie, gostam mesmo é de sacarose, glicose e frutose, ou seja, do açúcar dos doces, das balas, dos refrigerantes e de tantas outras guloseimas. Sacarina, aspartame e ciclamato, exemplos de edulcorantes artificiais, não financiam o surgimento da encrenca.

Ainda que os adoçantes passem por estudos de segurança, alguns especialistas sugerem discutir com o profissional de saúde o uso na infância e na gestação, por exemplo. E é preciso lembrar que ninguém ingere o edulcorante sozinho. Dependendo de onde ele está embutido, os dentes e o corpo podem sofrer o baque do exagero.

Combate à boca seca

A secura propicia o mau hálito, a cárie e as inflamações

Água
Garantir a boa hidratação é a melhor maneira de evitar o problema. Sem falar que o organismo inteiro sai ganhando.

Frutas
Repletas de sais minerais, vitaminas e líquidos, delícias como melancia, pera e maçã contribuem para a fabricação de saliva.

Sal
Abusar do saleiro e de alimentos que carregam sódio, caso de embutidos e pratos prontos, colabora para a sensação de secura.

Café
Não precisa abolir. Mas, para quem apresenta predisposição à boca seca, a dica é não exceder nas xícaras.

Sensível demais

Quem sofre com a hipersensibilidade dentária tem arrepios só de pensar em tomar um sorvete ou se refrescar com água gelada. O problema se dá quando a dentina — parte interna do dente, que é menos dura — fica exposta.

Entre as causas da chateação está a mão pesada durante a escovação ao longo do tempo, mecanismo que acaba desgastando o esmalte. Daí vem a dor aguda. Para amenizar a sensibilidade, o dentista costuma aplicar flúor, numa estratégia que favorece a mineralização da área acometida. Então, é só ter um pouco mais de delicadeza na hora de escovar os dentes.