Alerta geral!
Conheça 10 fatores de risco que podem levar ao AVC e previna-se 
 

O acidente vascular cerebral (AVC) é a doença que mais mata os brasileiros, sendo a principal causa de incapacidade no mundo, segundo a sociedade brasileira de doenças cerebrovasculares (SBDC). É importante conhecer as causas dessa doença, já que muitas são incontroláveis e baseada nelas. “Existem alguns que não podem ser modificados, que são genéticos e por outro lado, há outros que podem ser considerados tratáveis”, entre os modificáveis, o mais importante, é que necessita de controle médico rigoroso e a hipertensão arterial.

Fatores modificáveis

Hipertensão arterial: conhecida como “pressão alta”, é o principal fator de risco modificável. “No AVC isquêmico, ela contribui para lesão dos vasos sanguíneos e formação de placas ateromatosas e no AVC hemorrágico, causa ruptura arterial e extravasamento sanguíneo no tecido cerebral”. O tratamento da hipertensão arterial é muito importante, pois reduz tanto o risco de AVC como o de ataques do coração. Mesmo que uma pessoa tenha uma pressão apenas um pouco elevada, é preciso consultar um médico para saber o tratamento adequado. “Cada redução em 5mmhg da pressão arterial sistólica (número maior do índice) reduz em cerca de 25% o risco de ter um AVC”.

Colesterol e triglicérides elevados: o excesso de gordura no sangue, especialmente de colesterol,” facilita e acelera a formação de placas de gorduras nas artérias(aterosclerose), podendo causar obstrução, com consequente AVC isquêmico”. Isto as torna mais estreitas e reduz o fluxo sanguíneo, aumentando a chance da pessoa ter um AVC.

Fumo: o hábito de fumar é fortemente relacionado com o risco de AVC. “ativo ou passivo, aumenta o risco de um AVC direta (facilita a formação das placas de gordura) e indiretamente (eleva a pressão arterial)”, mesmo o uso de pequeno número de cigarros (ou de cachimbo ou charuto) associa-se ao risco aumentado. As substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro passam dos pulmões para a corrente sanguínea e circulam pelo corpo, afetando todas as células e provocando diversas alterações no sistema circulatório.

Sedentarismo: a atividade física confere redução do risco de doença vascular. “O sedentarismo é um fator de risco secundário e está associado a uma maior formação de placas ateromatosas e ao aumento do colesterol ruim”. Ele também leva ao aumento de peso, predispondo a hipertensão e ao diabetes, todos fatores de risco para o AVC. “Atividade física rotineira reduz esses problemas e controla os níveis de colesterol no organismo”.

 
Excesso de peso: a obesidade deve ser controlada, principalmente por sua associação com os outros fatores de risco. “Ela é considerada um fator secundário e está associada a hipertensão, diabetes e colesterol alto”, para controlar o peso e diminuir os riscos de desenvolver um AVC, consulte seu médico ou nutricionista.

Ingestão de álcool: o consumo excessivo de bebidas alcoólicas leva a hipertensão e níveis inadequados de colesterol no sangue, outros fatores de risco da doença. Dessa forma está ligada a um grande aumento na incidência de AVC.

Fatores não modificáveis

Histórico familiar e genética: “Sabe-se que quanto mais familiares acometidos, maior a chance de ter um AVC”, por isso, é recomendado saber se já houve casos na família e ficar mais atento aos outros fatores modificáveis.

Idade: ainda que um AVC possa surgir em qualquer idade, a chance dele ocorrer cresce a medida que avança a idade.”Quanto mais velho maior a chance de sofrer um AVC”.

Sexo: pessoas do sexo masculino tem maior tendência ao desenvolvimento de AVC do que mulheres.”Porém, a combinação de tabagismo e uso de anticoncepcional oral aumenta muito o risco de AVC na população feminina”.

Etnia: “algumas raças em especial são mais propensas a ter AVC, como orientais, hispânicos, afrodescendentes e negros”.