A Covid-19 foi assim denominada pela organização mundial de saúde (OMS), definido a doença respiratória provocada pela infecção do novo coronavírus. Este nome deriva das palavras corona, vírus a doença, com a indicação do ano de surgimento (2019). A idéia é evitar a propagação de informações descontextualizadas e que possam gerar violência e preconceito, como ocorreu com o vírus H1N1, EM 2009, apelido de gripe suína, levando o Egito a abater todos os porcos, mesmo sendo a doença espalhada por pessoas.

Características:

A covid-19, diferenciando-se das outras duas epidemias, tem as seguintes características:

  • É de maior transmissibilidade, o que depende de tempo de exposição e de carga viral.
  • Tem uma sobrevida maior em diferentes estruturas, como 24 horas em papel e 48 horas em plástico e metal.
  • É provocada pelo Sars-Cov-2, um vírus novo, muito parecido com os vírus antigos que já foram conhecidos.
  • Pode parecer idêntica a uma gripe, que pode ser grave ou pode ser menos grave.
  • Em alguns casos, causa pneumonia e tem sido muito mais grave em pessoas idosas ( a partir de 50 anos, existe maior probabilidade da pessoa ter comorbidade, especialmente acima dos 80 anos de idade).
  • Em pessoas que têm outros problemas respiratórios, como bronquite, algum tipo de inflamação pulmonar, doenças cardíacas e renais, existe maior risco de surgirem problemas em casos de infecção por coronavírus.

Via de transmissão

  • Gotas de Saliva
  • Catarro
  • Expectoração
  • Tosse
  • Contato de pessoas
  • Contaminação de objetos e roupas

Epidemiologia-Sars-Cov-2

  • Trata-se de um vírus altamente transmissível.
  • Aparentemente, só ocorre em seres humanos. Foi descrito um caso de um gato, na Bélgica, em fevereiro, como um fato isolado.
  • Parece ser possível sua reprodução nos macacos mais próximos da espécie humana. Aparentemente, só ocorre em seres humanos.
  • Ataca os sexos masculinos e femininos, parece ser mais frequente em homens.
  • Não faz diferença a idade.
  • A taxa de mortalidade, no momento, identificada no mundo, junto com as subnotificações, é de menos de 1%.
  • Olhando as estatísticas, vemos que as taxas de mortalidade podem variar de 1 a 10% em razão, principalmente, das subnotificações, já que se considera que em países em desenvolvimento, pelo baixo número de testes, para cada um identificado, devem ter entre 15 a 30 não notificados.
  • A maior taxa de morbimortalidade está em pacientes acima de 80 anos,que pode chegar a 15% dependendo do número de comorbidades do paciente.
  • A taxa mais alta, na sequência, está entre os 65 e 70 anos, mas diminui consideravelmente a menos de 3% e vai descendo progressivamente, á medida que a idade vai atenuando.
  • Doença geralmente transportada pela classe médica, principalmente via transporte aéreo e marítimo.

Clínica e Sintomatologia
Mais de 80% dos pacientes vão se contaminar com a Covid-19, e serão totalmente assintomáticos. Entre 10 e 15%, apresentarão:

  • Febre
  • Tosse
  • Calafrios
  • Dispneia
  • Cansaço fácil
  • Em aproximadamente 4% dos casos: diarreia ou transtornos gastrointestinais
  • Dores generalizadas
  • Perda do paladar e olfato
  • Cefaleia persistente
  • Diagnóstico da Covid-19

Existem basicamente dois exames clássicos  para a Covid-19:

  1. RTPCR: detecta material genético do vírus, o mais indicado para identificar se uma pessoa está contaminada.
  2. Sorológico: serve para rastrear a presença de anticorpos que o organismo está produzindo na presença do vírus .

Anticorpos
Em geral, aceitam-se os dois tipos de anticorpos:

  1. IgM: que indica que o paciente está infectado, e que os vírus estão se replicando. Mas demora uns dias para a positividade.
  2. IgC: que indica que o paciente já teve contato com o vírus e que apresenta anticorpos para a defesa.

Diagnóstico laboratorial
Destaca-se, tanto em pacientes sintomáticos como assintomáticos, com maior menor atividade:

  • Leucocitose.
  • Neutrofilia.
  • Linfocipenia.
  • Plaquetopenia ou plaquetose.
  • Dimero D: quando existe comprometimento lesional pulmonar.
  • Ferritina aumentada: mostrando a liberação de ferro dos glóbulos vermelhos que se depositam em uma proteína de transporte.
  • PCRU: marcador proteico de liberação hepática em resposta a manifestações inflamatórias sistêmicas, permite acompanhar o ciclo evolutivo da doença, muitas vezes associado á velocidade de eritrossedimentação.
  • TGO e TGP: quando já comprometida a função hepática.
  • Ureia e creatinina: quando já comprometida a função renal.

Tomografia computadorizada pulmonar por:

  • imagens em vidro fosco.
  • imagens compatíveis com pneumonia, na maior parte das vezes, bilateral.