(Entenda os significados dos principais termos relacionados à doença)

Quando falamos de diabetes, diversas nomenclaturas vêm á mente. Os termos relacionados a essa disfunção metabólica são importantes tanto para entender exatamente do que ela se trata, quanto para ficar atento ao que deve ou não ser feito para evitar complicações e obter o máximo possível de qualidade de vida.

Como ainda é comum que a maioria dessas definições confunda muita gente, enxergamos a necessidade de encontrar uma maneira de acabar com algumas dessas dúvidas. Por isso, para não se confundir mais, a seguir você confere o significado dos principais nomes ligados a esse distúrbio metabólico.

Glicose 
Esse tipo de açúcar é uma substância essencial para a nossa vida. Ela é necessária para que todas as funções orgânicas do corpo sejam desempenhadas plenamente. “Glicose é um monossacarídeo, o mais importante carboidrato, que é combustível, fonte de energia para o funcionamento de todas as células do corpo”. Contudo, a concentração elevada ou a falta dela no organismo podem desencadear alguns problemas.

Insulina 
Para que tudo no organismo funciona plenamente, nosso corpo produz um hormônio encarregado da tarefa de levar o açúcar para as células, a fim de ser aproveitado de maneira eficaz entre outras funções.”Insulina é o hormônio produzido pelo pâncreas que age como carreador da glicose do sangue para as células do corpo”.Por conta disso, é a protagonista nos casos de diabetes, pois a falta desse hormônio no organismo, ou seu mal aproveitamento, culmina no acúmulo de glicose no sangue, fator chave para o desenvolvimento da doença metabólica.

Pâncreas
Localizado no abdome, o pâncreas é uma glândula multifuncional, pois atua tanto no sistema digestório quanto no endócrino .,” O pâncreas é um órgão endócrino e exócrino, porque possui células que produzem hormônios, como a insulina e o glucagon, e, ao mesmo tempo, produz enzimas que atuam na digestão, chamadas amilase e lipase”.

Índice glicêmico (IG) e carga glicêmica (CG)
Esses dois termos, índice glicêmico e carga glicêmica, gera bastante confusão. Muitas pessoas acreditam que são sinônimos, mas, apesar de estarem relacionados, referem-se a elementos distintos.”Índice glicêmico é o fator que diferencia os alimentos de acordo com a quantidade de moléculas de glicose presentes.” Esse índice ajuda a medir o impacto que determinado alimento exerce sobre a glicemia quando ingerido. A dica para diferencia-lo da carga glicêmica é lembrar que esta depende do IG para ser determinada porção de um alimento.” Ou seja, multiplicando o IG pela quantia de carboidrato que uma amostra de certo ingrediente apresenta, obtêm-se a CG.

Hiperglicemia
A elevação das taxas de açúcar no sangue é o que caracteriza a hiperglicemia. Causada principalmente pela dificuldade do corpo em utilizar adequadamente a insulina produzida, somada a fatores como a alimentação desbalanceada e falta de exercícios físicos, a hiperglicemia pode apresentar complicações como excesso de urina e vontade constante de urinar simultâneas ao aumento da sede. É uma condição quase que exclusiva dos diabéticos, já que organismos saudáveis conseguem controlar naturalmente os picos de glicose que o indivíduo possa apresentar: “A hiperglicemia é característica dos diabéticos não diagnosticados ou mal controlados.”

Hipoglicemia
Em contrapartida, a hipoglicemia se caracteriza pelos níveis reduzidos de açúcar no sangue, contribuindo para que diversas funções sejam afetadas.”A hipoglicemia é a diminuição da glicose na corrente sanguínea até valores que levam a vários sintomas, como sudorese, tremores, palidez cutânea, sensação de desmaio, perda de controle dos esfíncteres e até a perda da consciência.”

O quadro pode inclusive acarretar prejuízos permanentes à órgãos vitais do organismo.”Além dos sintomas já mencionados, se eles ocorrerem repetidamente podem levar a danos cerebrais e cardíacos, dependendo do tempo de duração e frequência dos mesmos”.

Os níveis sanguíneos de glicemia devem ser mantidos dentro de uma faixa que permita o bom funcionamento de todos os órgãos. Quando ficam abaixo ou acima da normalidade, o indivíduo pode sofrer com essas alterações .

Texto: Lúcia Flávia Carpilovsky, endocrinologista .

Revista: Guia Prático n 07 /2019