Estresse, consumo de bebidas isotônicas e ingestão exagerada de café, chás e energéticos levam a deterioração do esmalte.

Você sabia que os dentes podem envelhecer de forma mais rápida que o corpo? O desgaste precoce é resultado do estilo de vida moderno, segundo especialistas, e leva a dentes manchados, trincados e com hipersensibilidade. O problema pode ocorrer por causa de placas bacterianas e cáries, mas também por meio de processos não cariosos, como o estresse, que pode reduzir o fluxo de saliva aliada natural do esmalte dentário.
“Um sintoma do estresse pode ser a xerostomia, ou boca seca, em função da produção insuficiente de saliva. E, em menor quantidade, a saliva não pode cumprir uma de suas funções, que é proteger o mineral dos dentes”.
O consumo excessivo de café, chás e bebidas energéticas, ácidas para os dentes, também contribui para a erosão irreversível e gradual do esmalte, assim como o ato repetido de manter os dentes cerrados.
“Apertar os dentes é dos sintomas do estresse e pode provocar a deterioração do esmalte e da dentina. Algumas pessoas têm bruxismo, caracterizado pelo apertar ou ranger de dentes durante o sono, que também esta relacionado ao estresse. Mas outras comprimem os dentes quando estão acordadas, ao que damos o nome de briquismo.  É cada vez mais comum ver nos consultórios pessoas entre 40 e 50 anos com doença não cariosa, problema que, até alguns anos, ocorria em indivíduos acima dos 65 anos. E, entre os mais jovens, na faixa dos 25 a 30 anos, a estimativa é de que 30% das pessoas tenham lesões não cariosas, ou seja, estejam sofrendo os efeitos da degradação do esmalte.
“Quando perdemos o esmalte do dente, a dentina fica exposta. Neste processo, a gengiva se retrai e a lesão evolui para uma cavidade, que vai se aprofundando até a perda do dente”.
Outro hábito da vida moderna que causa o envelhecimento dos dentes é o consumo de bebidas isotônicas, usadas para repor líquidos e sais minerais perdidos com a transpiração durante exercícios físicos intensos. “Ingerir essas bebidas é bom para o corpo, mas ruim para os dentes, porque elas contêm substâncias que são ácidas e destroem o esmalte.”
Além da higiene bucal adequada, para ter dentes perfeitos e saudáveis é preciso estar atento ao que ingerimos. Deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em carboidratos, açucares e amidos, que contribuem para a produção de ácidos que degradam o esmalte. “Com o tempo esses ácidos podem levar a perda da estrutura mineral dos dentes”, ressaltando que há cremes dentais que dificultam a ação corrosiva do esmalte, mas o uso deve ser feito com o acompanhamento de um dentista.