Os dois problemas estão relacionados a quantidade de açúcar no sangue. Saiba mais sobre eles!

Hipoglicemia/ normal  / Hiperglicemia

Para quem tem diabetes, esses termos podem ser muito comuns, no entanto, você sabia que mesmo quem não sofre com a doença também está sujeito a enfrentar esses problemas? Aprenda a diferenciá-los, saiba quais são os fatores de riscos que podem resultar em possíveis crises e descubra como preveni-las!

A diferença entre os termos

A hipoglicemia é causada pela baixa concentração de glicose no sangue, podendo afetar portadores de diabetes ou não.  “O nível ideal de açúcar no sangue é entre 70 e 99 mg/dl. Quem tem menos que isto está com hipoglicemia”. Já a hiperglicemia acontece quando o nível de glicose do sangue está acima de 200 mg/dl. Se não controlado, o problema pode migrar para o diabetes.

Consequências

A hiperglicemia, na maioria dos casos, é causada pelo consumo em excesso de alimentos com alto índice glicêmico, ou seja, aqueles que liberam rapidamente glicose do sangue.

Sorvetes, biscoitos, farinhas refinadas e doces em geral são bons exemplos. Quando as taxas de açúcar estão elevadas no sangue, alguns problemas tendem a aparecer. Isso porque, para diminuir a glicemia, o pâncreas tende a produzir mais insulina hormônio que converte o açúcar em energia para o corpo. A produção excessiva do hormônio pode acarretar no acumulo de gordura visceral (localizada do abdômen), responsável pelo aumento das taxas de colesterol no sangue, e consequentemente, problemas mais graves, como um infarto. A hiperglicemia ainda pode atingir o organismo de outras maneiras:  “ela é capaz de causar diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até determinados tipos de câncer. A pessoa, em geral, vai se sentir cansada, desanimada e terá mais vontade de comer carboidratos. Quem tem esse problema, normalmente, fica com os hormônios desregulados.”

A hipoglicemia em pessoas que não tem diabetes, geralmente, é causada por uma alimentação desequilibrada. No entanto, outros fatores podem estar envolvidos.  “Em alguns casos raros, a doença é ocasionada por um tumor pancreático, denominado insulinoma”.

Tratamento

Tanto a hipoglicemia quanto a hiperglicemia podem ser tratadas com base em uma reeducação alimentar. “Diminuir a ingestão de carboidratos com alto índice glicêmico que, no organismo, se transformam em glicose como doces e derivados de farinhas brancas, investir em carboidratos completos (como cereais, aipim, lentilha ou arroz integral) e proteínas (carne, queijos magros, ovo ou peixe, por exemplo) é uma boa opção”. Uma refeição balanceada ainda deve prezar pelo consumo de verduras, legumes e frutas. Mas atenção: é importante variar nas opções. Quanto mais colorido o prato, mais nutritivo ele é. A prática de atividades físicas também se faz importante nesse processo. Não se pode abrir mão de um programa de exercícios físicos, que deve ser adaptado as preferências e necessidades de cada um. Além do controle da glicemia, os exercícios físicos podem combater outros males, como as taxas de colesterol e o excesso de peso.

Quando essas mudanças de hábitos não sanam totalmente o problema, é possível que o especialista opte pelo uso de medicamentos. O melhor mesmo é corrigir os erros alimentares e fazer um programa personalizado de exercícios físicos. Mas, em alguns casos (como no de resistência a insulina), pode-se recorrer a medicamentos como a metformina. Já nas hipoglicemias frequentes e rebeldes, pode-se optar pelo uso da acarbose. Esse princípio ativo retarda a absorção de carboidratos pelo aparelho digestivo, prevenindo, então, picos exagerado de glicose no sangue.

Quando vira diabetes

Quadros de hiperglicemia, se tratados corretamente, podem ser revertidos. No entanto, o contrário também pode acontecer, evoluindo para um diagnóstico de diabetes. “Se uma hiperglicemia não for tratada pode vir a provocar o diabetes tipo 2, o mais brando da doença. Caso continue sem tratamento, pode piorar para o diabetes tipo 1. Uma pessoa hiperglicêmica precisa fazer exames específicos para se certificar se tem ou não diabetes”.

Outros riscos

Além da possibilidade de desenvolver diabetes, a oscilação na glicemia pode promover outros danos ao organismo. “Problemas como obesidade, calvície e até miopia também podem ser causados por uma grande ingestão de alimentos que, quando metabolizados, se transformam em glicose rapidamente. Além disso, a pessoa que apresenta oscilações frequentes da glicose pode ter variações de humor, cansaço, compulsão alimentar, dores de cabeça e sonolência durante o dia”.

Sintomas da hiperglicemia

  • Boca seca
  • Sede
  • Alta frequência urinária
  • Fome intensa
  • Cansaço
  • Dor de cabeça
  • Enjoo
  • Sonolência
  • Dificuldade para respirar

 

Erro frequente

Pessoa que sofrem de hipoglicemia acreditam que para combater o problema, os doces são bem-vindos. No entanto, engana-se quem pensa assim. Salvo raras exceções, isso é terminantemente proibido, já que essa ação tende a agravar a hipoglicemia. O aconselhado é justamente o contrário: cortar açúcares e carboidratos com alto teor glicêmico da dieta, pelo menos no início do tratamento”. Isso porque quando os níveis de glicose abaixam, em seguida, a pessoa ingere um doce, a taxa de açúcar no sangue tende a subir rapidamente. Nesse contexto, o pâncreas é obrigado a trabalhar mais do que o normal para produzir mais insulina, a fim de diminuir os níveis de açúcar no sangue. Só que, por causa desse excesso do hormônio, pode surgir a intolerância á insulina, o que torna mais difícil o controle das oscilações da glicemia. O quadro não se difere quando se fala em hiperglicemia. O quadro não se difere quando se fala em hiperglicemia. De tanto açúcar ingerido, o pâncreas pode acabar reduzindo muito rapidamente o índice de glicose (a partir da produção de insulina). Isto é, primeiro a pessoa desenvolve uma hiperglicemia reacional.

 

Sintomas da hipoglicemia

      

  • Tremores
  • Tonturas
  • Palidez
  • Suor frio
  • Nervosismo
  • Palpitações
  • Taquicardia
  • Náuseas
  • Fome
  • Cansaço
  • Fraqueza

 

Algumas exceções

Apesar do consumo de doces não ser indicado para combater hipoglicemias, exstem algumas exceções: em casos extremos, quando ocorrem sintomas como confusão mental, tontura, quase desmaio, entre outros, é indicada a ingestão de doces para reverter essa situação o mais rápido possível.

“O diabetes é uma doença genética e hereditária, mas que pode se desenvolver ou não de acordo com a soma de determinados fatores, como o consumo excessivo de carboidratos simples”.

É hipo ou hiper?

Entenda como diferenciar a hiperglicemia da hipoglicemia a partir dos sintomas:

Sintomas Hiperglicemia Hipoglicemia
Início dos sintomas Lento Súbito (minutos)
Sede Muita Inalterada
Urina Muita quantidade Inalterada
Fome Muita Muita ou normal
Perda de peso Frequente Não
Pele Seca Normal ou úmida
Mucosa da boca Seca Normal
Suores Ausentes Frequentes e frios
Tremores Ausentes Frequentes
Fraqueza Presente Sim ou não
Cansaço Presente Presente
Hálito cetônico Presente ou ausente Ausente
Glicose no sangue Superior a 200 mg/dl 70 mg/dl ou menos