São elas:

  • Depressão;
  • Redução da capacidade intelectual e função cognitiva;
  • Oscilações de humor;
  • Ansiedade;
  • Alterações no padrão de sono;
  • Calores e suores (distúrbios vaso motores);
  • Disfunções sexuais e ologospermia;
  • Diminuição da libido;
  • Disfunção erétil;
  • Fadiga, fraqueza e letargia;
  • Aumento do depósitos de gordura abdominal e visceral com resistência a insulina;
  • Redução da massa e força muscular;
  • Perda de massa óssea e osteoporose;
  • Alterações em pele e cabelos;
  • Perfil Lipídico aterogênico.

Estas razões são por si só suficientemente fortes para optar-se pela terapia de modulação hormonal com
testosterona bioidêntica. Em especial, queremos destacar a depressão em homens nesta faixa etária, que
são muitas vezes tratados convencionalmente com antidepressivos com resultados pífios, sem a devida
avaliação clínica hormonal.

Tratamento da síndrome de deficiência androgênica

Reposição de andrógenos

A modulação de andrógenos é um assunto ainda discutido por alguns. O fato é que não existem estudos prospectivos de larga escala para validar a terapia de suplementação androgênica, até pelo fato de que toda polêmica nesta área não tem muito mais do que 10 anos.
Existem evidências que comprovam que a modulação de andrógenos é segura e eficaz para tratar homens com deficiência androgênica. Também não foi possível comprovar que a administração de testosterona bioidêntica tenha efeito negativo direto sobre a próstata, embora estudos de longa duração em número significativo de homens seriam necessários para uma melhor elucidação.
A modulação androgênica deve ser baseada na análise individualizada de cada caso, na avaliação das condições da próstata, e do histórico do paciente, antes da instituição do tratamento.

Os benefícios da suplementação androgênica

  • Na massa corporal e muscular:
    Vários estudos demonstram um aumento na massa e na força muscular durante a administração de testosterona bioidêntica.
  • No coração e no perfil lipídico:
    Homens hipogonadais parecem apresentar elevado risco de doença cardíaca coronariana. A modulação de testosterona nesses homens pode:

    • Reduzir fatores de risco como fibrinogênio e insulina circulante.
    • Ter efeito benéfico no metabolismo lipídico, reduzindo o colesterol total e o LDL colesterol, sem alterações significativas no HDL colesterol, reduzindo o risco de aterosclerose coronariana.
    • Conter o acúmulo de gordura visceral e a obesidade central (reconhecidos fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2).
  • No declínio mental:
    Altos níveis endógenos de testosterona representam melhor desempenho mental e intelectual. Da mesma maneira, a modulação de testosterona pode melhorar a função cerebral e cognitiva, com isso há uma melhora psicológica e qualidade de vida.
  • Na depressão:
    Dados sugerem que a testosterona pode produzir efeitos antidepressivos em homens hipogonadais, principalmente naqueles que não respondem aos antidepressivos e nos quadros de depressão recém estabelecida.
  • Na massa óssea:
    Reposição de testosterona bioidêntica em homens melhora a densidade mineral óssea, independentemente da idade ou do tipo de hipogonadismo. Com isso, previne-se a osteoporose masculina modernamente reconhecida.
  • No humor:
    A modulação de testosterona bioidêntica influenciou positivamente nos parâmetros de humor que incluem energia, bons sentimentos, sentimento de amizade e influenciou negativamente nos parâmetros que incluem raiva, agressividade ou irritação. Novamente, tem-se efeitos benéficos sobre a qualidade de vida.
  • No tecido adiposo:
    A modulação de testosterona bioidêntica pode beneficiar a diminuição do anabolismo de proteínas, redução da oxidação de gordura e aumento de adiposidades decorrentes da deficiência androgênica.
  • Na disfunção erétil (DE).

Dentre os efeitos decorrentes da deficiência androgênica, provavelmente a queixa mais frequente seja a disfunção sexual. Segundo uma pesquisa, cerca de 50% dos homens entre 40 e 70 anos de idade têm alguma disfunção ou são impotentes. Embora a DE tenha várias causas fisiológicas, psicológicas e até anatômicas, a deficiência androgênica
figura entre uma das principais. Andrógenos são mediadores do processo da ereção, e a deficiência de testosterona parece ter um efeito deletério nesse processo.
Há que se levar em conta o ciclo circadiano da testosterona, que começa as 2 horas da manhã e tem seu pico máximo as 7 horas da manhã, daí a rigidez peniana matutina.